Não acabarão com o AMOR !

Não acabarão com o amor, nem as rusgas,nem a distância.Está provado,pensado,verificado.Aqui levanto solene minha estrofe de mil dedos e faço o juramento: "Amo firme, fiel e verdadeiramente ! "

Maiakovski


domingo, 8 de noviembre de 2009

Blogger: chuva - Edit Post "Solidão a dois"

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Solidão a dois

Solidão a dois

Twitpic / Triunviratto

Twitpic / Triunviratto

W. H. Auden, "Stop all the clocks . . ."


W. H. Auden, "Stop all the clocks . . .":

"Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.




















Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood.
For nothing now can ever come to any good."

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Poesia & Cia.: W.H.AUDEN

Poesia & Cia.: W.H.AUDEN: "15.4.07
W.H.AUDEN

Aos 15 anos, o inglês Wystan Hugh Auden descobriu sua vocação para a poesia. Criado em uma atmosfera mais voltada para as ciências do que para as artes - o pai era médico e a mãe enfermeira -, já no início dos anos 30 era aclamado prematuramente como um dos principais poetas da língua inglesa. Os versos de Auden, nascido em 1907, identificam as mazelas sociais de seu tempo e expressam as imagens de seu mundo interior, repletas de fantasia. Às vezes obscuros, tomados em conjunto seus poemas compõem um universo rico de paisagens e personagens.
Após estudar na Universidade de Oxford, Auden passou um ano em Berlim, na Alemanha, de onde retornou para engajar-se no movimento de esquerda. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para os EUA e tornou-se cidadão americano. Em 1967, reuniu todos os seus poemas e publicou-os, em ordem cronológica, sob os títulos Poemas Breves Reunidos 1927-1957 e Poemas Longos Reunidos. Ao morrer, em 1973, o poeta deixou vasta obra, que inclui ensaios, peças de teatro, antologias e traduções."

Preciso dele "meu único amigo"

Poética: MEUS AMIGOS MERECEM FERNANDO PESSOA: "É preciso encarar as amizades de maneira mais amena. A maturidade chega também nessa esfera. Descobrir que nem sempre vamos querer estar com todos os amigos ao mesmo tempo, que não precisamos ser um bando. Isso não nos torna menos amigos. Existem momentos que só queremos compartilhar com uma determinada pessoa, porque ela vai compreendê-lo mais do que ninguém, e isso é cumplicidade.
Amizade e respeito andam juntas e são inseparáveis. Assim, passei, cada vez mais, a respeitar os momentos dos meus amigos, pois aprendi a respeitar os meus momentos. Aprendi que podemos fazer novos amigos sem desfazer dos antigos, e que não existe o conceito de 'melhor amigo', pois é dificil hierarquizar o sentimento. Há, talvez, o 'amigo mais próximo', e esse muda com as circunstâncias da vida.
Próximos ou distantes, meus amigos sempre me serão caros. A eles e aos que vão chegar, as palavras de Fernando Pessoa:

'Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero a resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. (...)
(...) Meus amigos são todos assim:metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte deaprendizagem, mas lutam para que a fantasia não deasapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, evelhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril'.
Fernando Pessoa"